Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Pessoas
Menininhas afetadas, não tiveram aula hoje
Menininhas afetadas saltitavam pela rua
Menininhas afetadas brincavam umas com as outras e mexiam com as pessoas na rua
Menininhas afetadas cantavam com emoção 'Fulaninha roubou pão na casa do João'
E com alegria, aplaudiam sua estupidez.
Gritavam e corriam, histéricas sacudiam os braços, fugindo do cachorro do outro lado da grade da casa. Como se este pudesse realmente alcança-las
De pedreiros, motoristas, caminhoneiros e trocadores, menininhas afetadas chamavam atenção
Menininhas afetadas, as nove da manhã felizes vão ao shopping.
Continuem assim, menininhas afetadas.Para manter o equilibrio global, a humanidade precisa de vocês.
Eu amo pessoas! São sempre tão inspiradoras. O simples ato de observa-las, seja do outro lado da rua, seja na cadeira da frente ou de traz, me estimula. Sem ironia alguma, eu seria muito triste e frustrada se vivesse em um mundo sem pessoas.
Adios chicos e chicas [espanhol é MARA *-*]
Feito por Sah /
Domingo, Agosto 16, 2009
"Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos..."
Este será um song post. Nunca ouviu falar? Bem pois está ouvindo agora! E usarei Elis Regina para relatar algo que me chamou atenção e resulta neste post. Antes de mais nada, gostaria de dizer que NÃO sou fã da Elis, nunca fui e provavelmente nunca serei. Nada contra, apenas não curto reverenciar pessoas que já morreram e que tem histórias de vida discutiveis. Afinal, todos nós sabemos que a história deturpa tudo, tornando belo o feio e vice-versa, a seu bel prazer. Prefiro admirar aqueles que são da minha época. Pelo menos posso dizer com toda certeza do mundo que o que curto é ruim ou bom, mas eu gosto mesmo assim, independente do que li nos livros, ou ouvi falar.
"Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo"
Estava eu, curtindo o ocio e a solidão de um sábado televisivo, quando alguem chega e diz: É o forró tá rolando solto na casa da vizinha. Ao reparar que a musica estava mesmo alta - e convidativa [aquelas] - respondo sem muita emoção 'é mesmo'. - Sabe qual é o tema da festa? - não satisfeito esse alguem diz - Qual? - pergunto sem muita curiosidade - Camisinha! - lentamente eu viro meu rosto pra outra pessoa, com uma expressão curiosa/surpresa - O preservativo? - questiono incredula - Isso mesmo. Encheram várias camisinhas e usaram como painel junto com a embalagem.
"Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa. Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa..."
Eu sei, você provavelmente achou a idéia super válida, digna, criativa e tipo assim MAAAAAAAARA! Não é verdade? Eu também acharia se não se tratasse da festa de um menino de doze, eu vou repetir, DOZE anos. E que a mãe permitiu isso numa boa, inclusive chamou a familia inteira e seus coleguinhas da rua. Magico não? Por um segundo, eu até fiquei horrorizada com isso. Porém logo depois, fiquei aliviada. Sim aliviada.
"Por isso cuidado, meu bem, há perigo na esquina. Eles venceram e o sinal está fechado prá nós, que somos jovens..."
A pessoa que me contou o fato, obviamente ficou horrorizada, visto que na época dela essas coisas não eram tão escraxadas assim (muito embora eu tenha minhas duvidas quanto a isso). Eu todavia, sou a ultima pessoa da face da terra capaz de julgar o que é, para um garoto, ser jovem demais pra despertar pra sexualidade. Especialmente se tratando dos doze anos. O motivo do meu alivio, é que na minha época eu me achava muito leviana por conduzir um pequeno de 12 anos a libertinagem, mas hoje vejo, que nem fui tããão leviana assim. Apenas, a frente do meu tempo, como sempre. Porém, de fato, creio que seja exagero demais fazer uma festa com essa temática, pra um garoto que ainda brinca de pique esconde, no sentido literal. Não se pode enganar-se achando que não há malicia nessas mentes, porém insentivar não é o caminho mais sensato, não acha?
"Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua. É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz..."
Apesar de tudo isso, se voltarmos no tempo e analizarmos a história, veremos que nunca se foi jovem demais para nada. O ser humano já nasce com o desejo de procriar e encher a terra. Somos feitos pra isso, e são poucos aqueles, que preferem encher suas mentes de filosofias, pensamentos profundos, alimentar seu intelecto, ao invez de tirarem suas roupas e entrarem na selva de epileticos (UUUUI delicia). Basta lembrar-se que a festa de debutante foi feita pra apresentar a mais nova mulher (de QUINZE anos) para a sociedade, como se apresenta uma nova vaca reprodutora a um leilão agro-pecuario. E que os meninos, logo que tinham a primeira ejaculação eram levados a um bordel pra se iniciarem na vida de macho alpha. Vale lembrar que isso ocorre por volta dos 11/12 anos, ou menos (esses são os melhores -dicamacabra).
"Você me pergunta pela minha paixão. Digo que estou encantada como uma nova invenção. Eu vou ficar nesta cidade não vou voltar pro sertão. Pois vejo vir vindo no vento cheiro de nova estação. Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração..."
Eu lembro quando namorava um garoto de doze anos. O curioso é que, se vivessemos nos tempos passados, nós dois nos iniciamos juntos e na hora certa, se levar em conta as regras da antiguidade e a liberdade dos dias atuais. Na verdade, a gente até era bem discreto se quer saber. No fundo, eu acharia MARA participar de uma festa da camisinha naquela época com o meu namoradinho. Pena, ainda não era moda na época.
"Já faz tempo eu vi você na rua. Cabelo ao vento, gente jovem reunida. Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais..."
Como diria o meu pai 'Um abismo chama outro abismo'. Talvez seja alguma regra naquela familia. Sou amiga de uma garota que pertence aquela familia, e com a mesma idade (doze anos) ela já estava na ativa. Mas sem a festa da camisinha (adoro... eu adoro... adooooro). Quando ela me contou isso, eu não me surpreendi, mas teve gente que quase infartou. Mas eu nem sempre fui assim, acostumada com a libertinagem. Até há algum tempo eu estava no time dos que se surpreendem. Hoje, não só acho normal, como penso que fui mesmo uma criança/pré-adolescente muito ingenua e inocente. Visto que meu primeiro beijo foi um selinho aos TREZE anos. Uma época gostosa, é maravilhoso me lembrar de cada instante.
"Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos. Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não. Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém"
O fato é que inocencia e malicia existem desde que o mundo é mundo. A libertinagem precoce sempre existiu, assim como a ingenuidade tardia. E isso não vai mudar, nunca! Tudo depende da criação recebida. Nem sempre é um reflexo daquilo que nossos pais receberam, talvez um pouco melhorado ou piorado, mas fato é, que somos aquilo que fomos criados pra ser - pelo menos em teoria.
"Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando. Mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem"
Tendo em vista tudo isso, o que diferencia os tempos passados de hoje em dia? O que nos faz por alguns momentos ficar surpreso com o 'novo' que é visto por aí todos os dias? O que faz os mais velhos ficarem de cabelo em pé e alguns mais jovens completamente perdidos? Eu digo o que é: divulgação e liberdade. Nos tempos de outrora, sacanagem já existia, com muito jovens e com muito velhos. Todo mundo gosta de sacanagem e querendo ou não sua vida se baseia em sexo, por mais que você negue. É como palavrão. Quem não fala palavrão, pensa palavrão. Por vezes, involuntáriamente. A diferença é que nos tempos passados, tudo era feito por debaixo dos panos e com um nome bem eufemico pra enfeitar. Hoje tudo é feito embaixo, em cima, do lado, atrás, na frente e com todos os nomes que você quizer dar, com direito a festas com temática de preservativo, usando o mesmo como coluna de camisinhas infladas pra enfeitar o painel (será a a velinha era um vibrador e os docinhos bolinhas tailandesas?). Hoje, se surpreendendo ou não, a liberdade está aí. Então, perca seu tempo ficando pasmo, ou simplesmente releve.
"Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude. Tá em casa guardado por Deus contando vil metal..."
Minha querida e tão sábia mãe, sempre me disse que odeia os termos 'antigamente' e 'hoje em dia'. Levando-se em conta tudo o que ela viu e viveu, as palavras dela são de muita credibilidade quando ela diz SEMPRE FOI ASSIM! De fato, foi mesmo. Ingenuos são aqueles que ainda pensam o contrario, tolos eu diria. Acredito que a estes, faltou experiencia de vida. Esta é a causa da ingenuidade humana. É nessas horas que, mesmo não gostando a Elis Regina, minha mãe cita o trecho,da musica, que abriu esse post e agora fechará. Mil beijos, sejam felizes, sensatos e sigam o exemplo da minha vizinha: façam sexo seguro com criatividade!
"Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos. Nós ainda somos os mesmos e vivemos. Ainda somos os mesmos e vivemos. Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais!!!!"
Feito por Sah /
Quinta-feira, Julho 23, 2009
Se elas conseguem, eu também consigo!
Como pra variar não mudou muita coisa na minha vida nesse mês que se passou e eu não to afim de ficar no blablabla de lamentações e reclamações degradantes, resolvi fazer um post em homenagem a alguem que foi, é, e sempre será a pessoa mais importante da minha vida e que completa seu meio século agora no dia 25. MINHA QUERIDA MAMÃEZINHA!
Tudo bem que até uns dois anos atrás eu e ela viviamos em pé de guerra. Mas, de todos os erros e equivocos que cometi e tive a chance de me redimir, nenhum eu mais me orgulho do que ter conseguido me entender com alguem, cuja personalidade tão intrigante e até encantadora, me acrescenta coisas tão importantes, que ninguem foi capaz até hoje.
Então, pra poupar meus poucos leitores do blablabla sentimentaloide de filha babona [sou mermo!], deixo registrado nesse post, alguns dos comentários preciosissimos que só ela é capaz de dizer:
Situação 1
Me - Nossa, se aquela maluca consegue casar e aquela horrorosa consegue engravidar... há esperança pra mim!
Mom *me olha com indiferença* - Até parece que é tão dificil. Tem tanto tarado por aí oferecendo seus serviços de graça! E delivery ainda por cima. É só andar por aí sozinha que rapidinho você arruma um tarado pra te carregar pra um matagal, fazer o servicinho e inteiramente gratis você ganha um filho. Dificil mesmo é passar no vestibular pra medicina.
Situação 2
Ju - eu acho que as suas filhas vão ser parecidas com você, Sara
Me - Ah então elas vão ser lindas e maravilhosas
Mom *me olha com desdém e revira os olhos* - Hunf... nisso que dá ter me casado e tido filhos. Eu devia ter seguido meu plano de sumir no mundo aos 20 anos, pelo menos não teria que ouvir uma coisa dessas tsc tsc tsc
Situação 3
Me - Não vou me importar muito com o Enem, não. Nem com qualquer outra prova que eu fizer. Decidi não criar mais espectativas pra não me frustrar...
Mom *olhar de paisagem* - É, a vida é uma frustração.
Me - De fato, você sabe mesmo como consolar o.o
Aaaah, mãezinha querida! Quando eu crescer, quero ser igualzinha a ela! Afinal, o que é vida sem um pouco de sarcasmo, ironia e sadismo, hã hã?
Vida longa a minha mãe! (Apesar dela viver dizendo que vai fazer o favor de morrer aos 65 anos, pra não ser nenhuma velha chata que só serve pra dar trabalho)
Mesmo ela achando que amor é para os fracos... Eu te amo manhê!
Bêêêjo pra vocês, vão pela sombra!
Feito por Sah /
Sexta-feira, Junho 12, 2009
Meus queridos 21 anos
atenção, este post é uma enciclopédia. Em caso de falta de paciencia, apenas passe os olhos nesse blablabla, vá direto pro final e comente
Faltando exatamente uma semana pro meu aniversário, data esta que muito me incomoda, venho por meio desta fazer um levantamento sobre tudo o que se passou nesses 365 dias de maioridade.
Posso dizer sem sombra de duvidas que foi nos meus 21 eu realmente vivi. Desde que entrei pra esse cruel e desumano mundo dos adultos, foi aos 21 que eu pude descobrir que esse mundo não é tão ruim assim e que responsabilidade nem é esse bicho de sete cabeças que imaginamos quando estamos prestes a completar 18 anos e estamos repletos de medos e incertezas perturbadoras.
Acho que eu, mais do que ninguém, posso dizer o que é viver dia após dia sem muita esperança de dias melhores. Alias, sei como é dormir e acordar pensando ‘O que estou fazendo da minha? O que estou acrescentando pra mim estagnada desse jeito?’. Ao longo desses três anos de maioridade, prescrevi a mim uma lista de concepções da vida. Tão falsas e pobres quanto uma nota de 3 R$. Dizia a mim mesma ‘Amizade não existe, ninguém nesse mundo merece confiança, a solidão é o melhor caminho, o amor não existe, esquecer alguém é fácil basta querer, eu posso conquistar tudo o que eu quiser na hora que eu quiser’ dentre tantas e tantas frases tão arrogantes quanto equivocadas. De certa forma, não me condeno por um dia ter pensado assim. É normal depois de levar tantas chibatadas da vida nós ficarmos durões desse jeito.
Mas nos meus 21. Ah nos meus 21 TUDO mudou emocionalmente falando. Descobri de verdade, mas de verdade mesmo, que a amizade existe. E CARA como ela é valiosa! Tenho poucos amigos íntimos, é verdade, mas me sinto plenamente completa com cada um deles. Antes eu me contentava com o mundo virtual, até descobrir como é bom você ter LITERALMENTE um ombro pra chorar quando as coisas ficam escuras e pavorosas. Continuo pensando que não se deve confiar CEGAMENTE em ninguém, afinal, somos dotados e tantos e tantos defeitos que às vezes, até sem querer, magoamos quem a gente gosta. Não confiar cegamente nas pessoas é bom, dessa forma vemos a pessoa com um ser humano, não uma espécie de deus que nunca vai errar. É bom também, porque nos colocamos no lugar da pessoa, afinal, não somo super-heróis e cada um de nós sabe dos defeitos que carrega. E cara, você não tem idéia de como isso facilita na hora de perdoar.
Perdoar, nossa como eu fiz isso aos vinte um! E como foi bom pra mim! As vezes a pessoa nem precisou dizer com todas as letras ‘Você me perdoa?’ pra que eu a perdoasse. Fluiu com tanta naturalidade. Também pedi perdão algumas vezes e Deus sabe como foi difícil! Houve momentos que entrei em conflito sobre o que é mais difícil: Perdoar ou pedir perdão. Até concluir que o ultimo é infinitamente mais difícil, visto que, céus eu sou terrivelmente orgulhosa. É verdade que teve momentos que me arrependi amargamente de ter pedido perdão pra quem não merecia, mas sinceramente, não fechei meu coração para a palavra perdão. Faria isso quantas vezes fosse preciso se dependesse da minha pessoa manter a paz (deu até vontade de cantar Imagine agora).
Arrependimento, céus como me arrependi! De foto, eu vivi um remake dos meus 16 anos várias e várias vezes. Mas a diferença mais marcante foi que quando eu era uma adolescente irritante [vamos combinar, eu era um SACO] fazia uma besteira atrás da outra e não me arrependia de nenhuma. Eu era cruel e insensível, não me importava com os outros e tinha a cara de pau de trair e mentir na cara das pessoas e depois com todo o cinismo do mundo, fazia uma cara de vítima e, vejam só, e elas caiam na minha. Desprezível né? Bem, aprontei muito nesses 21 anos, é verdade, mas tudo de errado que fiz me arrependi amargamente, perdi o sono, o apetite, a paz e não sosseguei até que tudo estivesse resolvidinho. Em alguns momentos cheguei a pensar que estivesse me redimindo de tudo o que fiz nos meus 16 anos [que apesar de tudo continua sendo a minha idade preferida dentre TODAS]. Talvez seja isso mesmo, quem sabe?
Sofri. E como! Mas chorei pouco. Aprendi que lágrimas não foram feitas pra ser derramada a prestação. Nem contidas por orgulho. Com tantas situações que mexeram diretamente com o meu emocional, ficaria difícil passar por tudo isso sem ter explosões de lágrimas. Curiosamente, apesar do meu orgulho, aos 21 eu chorei mais em publico do que no refugio do meu quarto ou banheiro. Cheguei a assustar amigos meus que nunca imaginariam ver alguém como eu, chorando rios de lágrimas, muitas vezes por quem não merecia.
Avisa lá que eu amo um canalha? Agora vem a parte que eu jamais assumiria com palavra falada, e só assumo com palavra escrita porque sei que poucas pessoas lêem isso aqui. Com 21 eu amei e descobri que esquecer alguém é uma tarefa tão árdua que chego a pensar ser impossível. Fiz tudo como manda o figurino, fiquei um bom tempo observando, me aproximei, fiz amizade, conquistei e não mais que de repente... amei. Mas, é o que dizem, vem fácil vai fácil. Mesmo sabendo que tudo isso foi importante pra amolecer meu coração de pedra e me tornar uma pessoa mais compreensiva com os sentimentos do outros, essa lição se encaixa perfeitamente no parágrafo sobre o arrependimento. Mesmo que agora eu tenha uma visão diferente de relacionamentos e entenda perfeitamente todas as minhas amigas, cara eu me arrependo amargamente de cada segundo que vivi de 15 de abril até 17 de maio.
E as batalhas? Nossa que batalhas! Eu diria que vitórias e derrotas ficaram empatadas aos 21. Até porque, poucos troféus valeram a pena. Quando a batalha é muito longa, estamos tão cansados de lutar que sequer ligamos pro premio. Só queremos mesmo é um bom e merecido descanso. Mas, não reclamo. Sei que todos os troféus de recebi, ainda que eu não tenha dado importância a eles, irão servir de inspiração pra continuar em frente quando eu achar que não dá mais pra seguir. E as derrotas? Algumas me abalaram é verdade. Mas outras eu dei pouca importância. Meio que me acostumei com isso.
Aprendi a valorizar a minha família. Descobri que tenho uma mãe que é, tipo sem palavras! Como fui injusta outrora quando não dava a ela o valor e respeito que ela merecia. E como sou grata a Deus por permitir que eu visse a preciosidade que tinha ali, pertinho de mim. E meu pai? Mesmo com todas as nossas divergências, ele é o melhor pai que eu poderia ter. Como é bom ter a chance de abrir os olhos e perceber que eles, do jeito deles, estavam e estarão sempre querendo me ajudar. Sem falar das minhas pequenas grandes doses de alegria na minha vida, minhas adoradas irmãs. Céus, com uma família assim, nenhum dos meus fracassos são capazes de me parar.
Com 21 eu: Gargalhei até perder as forças das pernas, briguei não trouxe desaforo pra casa, gritei, dancei, beijei, ......, conheci novos amigos, me aproximei de velhos amigos, fugi, perdoei, fui perdoada, fui forte, fui fraca, fui madura, fui imatura, fui racional, fui emocional, tive medo, revivi a minha infância querida, virei palhaça, quase aprendi a tocar violão, me desesperei, perdi o sono, chorei até dormir, acordei chorando, passei o dia chorando, pensei em nada, pensei em tudo, fiquei a-p-a-v-o-r-a-d-a, fiquei paranóica, paguei alto micos, fui ao cinema e não assisti o filme, fui útil pra muita gente, aconselhei, fui aconselhada, aprendi a ouvir, perturbei meus amigos com meus problemas repetidas vezes, senti inveja, fui injusta, fui justa, me vinguei, fui bitch, kissed a girl, perdi a linha, fiz perderem a linha, provoquei, fui provocada, me diverti as custas dos outros, se divertiram as custas dos outros, senti as dores de quem amo, fiquei profundamente irritada, me decepcionei, fui enganada, fui caluniada, surpreendi pessoas, fui surpreendida comigo mesma e com os outros, tive vontade de matar e torturar pessoas, senti odio, me importei até com quem eu não conheço, chorei com os que choram, fingi que me alegrei com os que se alegram, tive crises de desespero e raiva, me decepcionei, perdi, fracassei, não passei, não me empreguei, superei, aprendi a ser feliz não importa as circunstancias, revi tantos conceitos... Enfim, tantas e tantas coisas que palavras não podem definir.
Mas, uma coisa é certa, vinte e um anos foi uma idade pra NÃO SER ESQUECIDA! Como nos meus 16, tenho mais coisas ruins do que boas pra contar, mais erros do que acertos. Porém, tudo foi intensamente emocional e é isso que importa. Posso dizer que estou com uma bagagem muito boa de histórias pra contar aos meus netos e bisnetos.
Se sorri ou se chorei, o importante é que emoções eu vivi. [brega moment DETECTED]
E o mais importante: Perdi a virgindade!!!!!! Não, não essa virgindade, essa já foi hihihihi. Perdi a virgindade de álcool! Tudo bem que foi com Ice, mas já é alguma coisa. Além do mais, todo mundo sabe que a primeira vez é sempre difícil. Deu até pra ficar com as mãos dormentes hahaha. To dizendo que meus 21 foram super parecidos com os meus 16, minha gente!
E que venham os 22. Agora eu enlouqueço de vez /reflitam
Beijos pra quem aguentou todo esse blábláblá pseudo filosófico. Vão pela sombra e com Deus ;*
Feito por Sah /
Quarta-feira, Maio 20, 2009
A vida é um palco
Duas amigas, sentadas numa escada. Rindo pra não chorarem:
F1 – Sabe, eu fico pensando. Seria melhor se nunca tivessemos nos aproximado dele. Não era perfeito quando a gente agia como duas pré-adolescentes ridículas e bobas faziamos uma festa só de vê-lo chegar?
F2 – Putz, era bem melhor. Lembra de como ficávamos alteradas dando aqueles sorrisinhos retardados e só dele olhar pra gente nos derretíamos.
F1 – É e ainda gastamos horas a fio conversando sobre ele e suas perfeições e tendo crises histéricas como duas garotinhas idiotas e vazias de treze anos. Nossa e como ele era perfeito. A gente nunca tinha conversado, mas a gente sabia que ele era perfeito!
F2 – É... isso até ele abrir a boca.
F1 – Hahaha abrir a boca e ligar o celular.
F2 – Que idiotas que nós fomos. Seria melhor que nunca tivéssemos virado amigas dele.
F1 – É verdade. Da próxima vez que acharmos um garoto perfeito, a gente não conversa com ele! Deixemos a perfeição continuar perfeita hahahahaha – ambas riem, olham pro nada, e mudam de assunto.
Moral da história: Às vezes é melhor não conhecer a identidade secreta de nossos super heróis.
Enfim, deixando esse blábláblá de lado e partindo pro assunto mesmo. Como não sei se quando fizer meu próximo post vou continuar com 21 anos, gostaria de deixar registrado que essa foi a idade mais cinematográfica que eu já vivi. Nunca me identifiquei tanto com certas musicas, certos livros e principalmente com certos filmes como tem acontecido agora. E não tenho me reconhecido também. Todos os padrões de moral e bons costumes que arduamente eu redigi pra mim mesma... foram jogados por terra e por inúmeras situações eu não me reconheci. E indo mais fundo, eu nunca na minha vida me condenei tanto como fiz aos 21.
Ainda é cedo pra fazer um levantamento sobre as coisas boas e ruins que eu fiz e aprendi nessa idade, até porque no momento eu estou numa fase de superação de um dos maiores erros que já cometi (e possivelmente a coisa que mais me arrependo de ter feito aos 21) então certas lembranças ainda doem. Mas, assim que eu estiver 100% melhor vou parar na frente deste PC e fazer uma lista de tudo o que eu fiz com 21 anos, quer sejam coisas boas quer sejam coisas ruins. Tenho que ser realista, já entrei para o nada acolhedor mundo dos adultos e fazer coisas descabeçadamente sem pensar no amanhã não fazem mais parte da minha realidade. Passado, presente e futuro são essenciais. Não acredito nessa coisa de deixar o passado pra traz e seguir em frente. Se fosse assim todos nós seriamos dotados de uma memória RAM. Consegue imaginar a tragédia que seria se ninguém lembrasse as coisas que fez ou falou no dia anterior? Acredito sim que devemos perdoar os erros que cometemos, mas jamais esquecê-los. E nada melhor do que uma listinha virtual pra nos lembrarmos sempre
When everything feels like the movies, yeah you bleed just to know you're alive
Sabe a vida pra muitos é uma festa. A minha é um filme. Um filmezinho adolescente medíocre e repleto de clichês em que eu sou a mocinha que tem uma vida chata que ninguém se interessa e vive deslocada. Eu gostaria de pelo menos uma vez interpretar a bich que pega geral e sempre se dá bem. Ou então a amiga da mocinha que tem uma vida normal, um namorado legal e provavelmente terá um futuro fenomenal (ui eu adoro rimar). Tudo bem que nesses filmes tudo muda no final (menos pra amiga da mocinha), mas será possível que eu terei de esperar o final pra ver as coisas melhorarem? That’s sucks ¬¬”
Se você sentir a solidão, da escuridão. Pense em que te faz feliz. A amizade tem um querer bem que esteja onde estiver tudo vai ser como é.
Bem, agora se me dão licença, vou curar meu coraçãozinho. E nada melhor do que musicas de fossa pra que isso aconteça. Antes de qualquer coisa, quero agradecer, do fundo do meu coração, a existência de certos amigos fabulosos! Se tem uma coisa que eu jamais irei esquecer é o apoio que todos eles me deram nessa hora. Amores, eu realmente amo vocês. O que vocês fizeram por mim, foi coisa de outro mundo... foi incrível! E foi a melhor parte do filmezinho clichê que eu vivo *-*! Nem vou citar nomes, quem é sabe do que estou falando e com quem estou falando ♥
Agora eu volto pra orgia do meu mundo proibido, de onde eu nunca devia ter saído.
O sinal mais claro e de fato preocupante de que eu estou no fundo do poço: ando mentalmente ouvindo muito pagode melacueca “Rasguei os planos, foi engano, eu me envolver. Foi um coração cigano, leviano que me fez sofrer” HAUHAUAHUAHUAHUAUHAHUAHUHUAHAUAHUAHUAHUUAHHAUHUAHU gente, até eu acho isso ridículo! To dizendo, vivem duas pessoas dentro de mim, só pode ser.
Sim eu sei, isso é hilário. Já falei pra minha amiga que daqui a algumas semanas eu estarei gargalhando de tudo isso. Afinal ‘a bunda da piada é um troço feio de ver’.
Vão pela sombra, paixões! God bless you
;*
Feito por Sah /